Reflexão sobre Portugal

Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos os presentes aqui no dia 10 de junho. Neste dia que homenageamos com muita honra aqueles que lutaram, os que ainda lutam e os que no futuro lutarão por um futuro brilhante.
No entanto, vou abordar a seguinte questão aqui: estes últimos dois anos (mais ou menos) em que uma pandemia mundial começou e que parou o mundo trouxe à luz uma amostra da opressão, estigma, ressentimento e terrorismo que nos cerca. Durante este período, pudemos observar em primeira mão um vislumbre de um futuro que se aproxima a uma velocidade atroz.
Vamos encarar os fatos: terrorismo psicológico, dívidas públicas, sistemas oligárquicos, ataques unilaterais, perseguição de fantasmas … vimos tudo isso e muito mais e em grande escala. E muitos se perguntam: onde estão os heróis? Onde estão os partidos eleitos, o D. Sebastião que nos irá salvar num dia de nevoeiro? Em lado nenhum. Sabem porquê? Porque meus caros, a realidade é que estas figuras só existem na nossa cabeça e para que apareçam temos que estimular sua criação para que se torne realidade.
É isso que o Escudo pretende fazer. Com um olhar no passado, uma mão no presente e um pé no futuro, queremos incomodá-los. Queremos agitar as águas. Nós queremos que todos os europeus usem sua maior arma: o pensamento livre. Como alguém disse uma vez: eles podem matar o Homem, mas nunca vão matar a ideia.
E é isso que nos distingue: não queremos os títulos, não queremos saudades. Queremos lutar, queremos deixar um legado de jovens que pensam, que estimulam dia após dia o crescimento pessoal, político, social e económico. Negamos o legado que querem nos deixar: uma dívida pública astronómica, uma maioria PS / PSD à quase 50 anos no governo, um mercado de trabalho estagnado, uma história reescrita pelo batom vermelho, escravidão capitalista. Nós negamos e denunciamos tudo isso. Eles podem-nos tentar calar, podem-nos ofender, ameaçar e talvez até atacar, mas não hesitaremos. Não somos nada menos do que todos estes homens que um dia partiram e não prometeram voltar, que apenas foram com a sensação de que o seu dever iria ser cumprido. Eles foram, lutaram para que a nossa geração pudesse ter um futuro. As datas escolhidas, por melhores que sejam, não representam a gratidão suficiente que todos temos por aqueles que à mercê do inimigo mais que uma vez enfrentaram a morte nos olhos. Como tal, para que possamos marcar esta e muitas outras datas, temos de ter a espada do nosso pensamento afiada, pronta para atacar qualquer inimigo ou traidor.

O escudo não é apenas um movimento, é uma forma de estar na vida. É uma ideia que não queremos deixar morrer. A ideia de que o futuro é nosso e temos que o defender pois dos fracos não reza a história!

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