Os cordeiros em pele de lobo

Nos dias em que falam de liberdade como quem masca pastilha, observamos com cada vez mais frequência os “iluminados” desta vida com uma presença maior e mais ativa e por sua vez mais violenta.
Com a detenção cada vez mais frequente de pessoas que não se conformam com o politicamente correto e instaurado, observamos que a fação da polícia de rua que passa o dia a afagar o mastro dos atuais governos dizendo de forma hipócrita que não os suportam a ter uma maior margem de ação sem qualquer tipo de represálias e consequências para os seus comportamentos nocivos e em nada “liberais”. No entanto, a forma correta de combater isto qual será? Bem, a resposta reside nos que também se dizem contra o sistema de tal forma que apenas ficam quietos o dia todo, enquanto criam vocabulário cibernauta, arrastando quem lhes dá atenção para a sua espiral deprimente e dormente.
Clássicos como “fujam para as montanhas, não se preocupem com os ignorantes” são a toda a hora bombardeados aos poucos que ainda decidem enfrentar os “activistas” do sistema. Quando percebem que em nada resulta dar estes excelentes conselhos, os mesmos tomam outra direção: a do insulto e difamação. A estes gosto de os chamar os “homens comuns”. Como disse Evita “Os “homens comuns” são os eternos inimigos de todo o ineditismo, de todo o empreendimento novo, de toda a ideia extraordinária, e consequentemente, de toda a revolução”. Com esta citação não é de todo o meu intuito desvalorizar a ameaça que a outra fação representa a todos os valores morais e éticos que por nós são ainda carregados, ou que a ignorância deva ser igualmente posta de lado como não sendo um inimigo. Não obstante, algo é bastante claro: pior do que a oposição, é a inação dos nossos ditos “camaradas de luta”, dos tais “homens comuns”. Pois os mesmos não passam disso: homens comuns, que não deixam legado, nem influência, nem um caminho pelo qual outros possam trilhar. O mesmo absorve de forma exacerbada conhecimento que de nada vale sem qualquer tipo de ação. Pior que oposição, é inação. A última é posta em prática enquanto saudosismos bacocos são praticados em conversas de café através de um teclado, com postagens de fotografias daquilo que dizem querer, mas que nada fazem para tal acontecer.
Daí estes serem, no ponto de vista correto, um cordeiro em pele de Lobo.

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